quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A milícia de Nitamura.

Com a Perda de Tamura para a tormenta, os sobreviventes buscaram se adaptar a nova vida em Valkária. Os Tamurianos são um povo trabalhador, organizado e apegado as tradições e as leis. Assim não era de se estranhar que o governo de Valkaria desse certa independência ao bairro. Ni-Tamura possui sua própria guarda composta, em números muito representativos, de samurais, responsáveis pela ordem e manutenção das leis.

Alguns Tamurianos, entretanto, acreditavam que ser protegidos passivamente por Valkaria e Deheon não era o suficiente. Como sobreviventes, os Tamurianos entendem que não podem deixar seus destinos a mercê do acaso, devendo, com isso, tomar um papel mais ativo para novas tragédias não os peguem desprevenidos. Sob a orientação do Conselho de Anciãos, o Daimio Shiro Nomatsu instituiu a Milícia Ni-Tamuriana. 

Coube ao capitão Toragana, militar de mais alto posto a sobreviver a ser salvo durante a fuga, a liderança da organização. Toragana estava entre os raros homens de confiança do imperador que possuíam a honra de poder portar seu daisho a menos de cinco passos do imperador. Coube, a Toranaga, criar a estrutura da organização, além de treinar, pessoalmente, seus primeiros membros. Sob sua orientação, a milícia foi estruturada da seguinte forma:

A Alma – Conhecidos por todos os Tamurianos como o Conselho de Anciãos, liderados pelo Daimio . São nobres Tamurianos que perpetuam as tradições do bairro. Todos eles são samurais.

Os Olhos – São agentes, em sua maioria Tamurianos, que viajam por Arton recolhendo informações que sejam do interesse do conselho. Os olhos são espiões ativos, que se infiltram em todos os lugares que podem, como mercadores, servos, professores ou em qualquer outra possibilidade desde que essa lhes permita conseguir informações.

Os Ouvidos – São pessoas, tamurianas ou gaijin, (estrangeiro ou não Tamuriano) que recebem por informações que podem ser úteis ao conselho. Os ouvidos são pagos por suas informações, mas normalmente não sabem que estão informando a milícia de Tamura. Muitos deles são bardos errantes, mas podem ser qualquer tipo de pessoas. Muitas vezes vendem informações para os Olhos.

Os escudos de Tamura – Esse grupo é composto pela maioria da milícia em si. Quando os Guardas de Tamura não conseguem lidar com um problema, os escudos ajudam a proteger o bairro. Alem disso, os escudos são responsáveis pela organização das informações enviadas pelos Olhos e Ouvidos e repassar as informações para a Alma. Os escudos de Tamura também são responsáveis por provir os membros da Lamina de Tamura de equipamentos e suporte. Os escudos são compostos principalmente por Tamurianos e descendentes, mas eventualmente um gaijin (ou não humano) pode vir a fazer parte.  

Os Adagas de Tamura – São membros honorários Milícia ou mesmo efetivos, que servem como colaboradores em missões de campo. São especialistas em atividades que servem de suporte a um Lamina em Missão. A maioria dos não tamurianos convidados a fazer parte da milícia serão membros da Adaga. Se um membro da adaga trair a milícia ele será caçado impiedosamente até a morte. Um Adaga que se torne famoso por sua ajuda aos laminas  receberá sempre um bom tratamento dos Tamurianos remanescentes. 

A Lâmina de Tamura – Esse grupo de milicianos é a tropa de elite de espionagem, busca e recuperação de Nitamura. Eles agem em missões determinadas pelo líder Toragana e atualmente é composta de cerca de 50 membros. Eles agem primeiramente em buscas e recuperação de artefatos que foram roubados de Tamu-ra antes do aparecimento da tormenta. A Lâmina de Tamura é composta somente por Tamuranos. Em campo eles possuem total autonomia.
O Lâmina de Tamura. 

Pré-requisitos:
Especial: Tamuriano, Ser convidado por um membro da milícia.
Talentos: Devoto Lin-Wu
Base Ataque: +5

Pontos de Vida por Nível: 5 + mod de constituição

Nível
Base Ataque
Especial
+0
Olhos do Dragão, Sombra de Lin Wu x1
+1
Passos do Dragão
+2
Bote do Dragão +1d6
+3
Espião de Lin-Wu, Equilíbrio do Dragão
+4
Deslocamento do Dragão, Sombra de Lin Wu x2
+5
Bote do Dragão +2d6
+6
Combate Draconico
+7
Corrida do Dragão
+8
Bote do Dragão +3d6
10°
+9
Sombra de Lin Wu x4, Destruir

Olhos do Dragão: O Lâmina de Tamura pode lançar 3x por dia a magia visão no escuro sem custo de pontos de magia.

Sombra de Lin Wu: O Lâmina de Tamura torna-se um mestre do combate. O Lamina de Lin-wu pode negar um ataque corpo a corpo feito contra ele rolando um teste de ataque contra uma dificuldade igual ao valor de ataque do alvo e movendo-se para o lado. Ainda se o valor do teste superar a cd do alvo em  5 ou mais o Lâmina atinge o alvo com um contra golpe. È necessário que o Lâmina tenha espaço de 1,5 metros para se mover. Essa habilidade pode ser usada 1x por dia no 1° nível, 2x dia no 5° nível e 4x dia no 10° nível.

Passos do Dragão: O Lâmina de Tamura se torna um mestre da furtividade. A pericia Furtividade recebe um bônus de +2. Ainda o Lâmina de Tamura pode se locomover com seu deslocamento normal em furtividade sem penalidade no teste. Em carga ou correndo a penalidade é de -10 ao invés de -20.

Bote do dragão (Ataque Furtivo) : O Lâmina de Tamura aprende as vantagens do ataque furtivo, no 3° 6° e 9° níveis, o Lamina pode desferir ataques furtivos como se fosse um ladino. As mesmas regras para ataque furtivo de ladinos se aplicam ao Lamina de Tamura.

Espião de Lin-Wu: A perícia furtividade recebe um bônus de +2 que se soma aos Passos do Dragão.

Equilíbrio do Dragão: O Lamina de Tamura andando sobre arvores telhados ou outros terrenos que necessitem de equilíbrio pode se deslocar sem testes de furtividade ou de Acrobacia (relacionado a equilibrar-se somente) somente ao deslocar-se com metade do seu deslocamento. Se mover em velocidade normal ele recebe um bônus de +5 no teste de equilíbrio. Ao se mover silenciosamente com metade do seu deslocamento considere o Lamina de Tamura como se tivesse rolado um 10 no teste de furtividade.

Deslocamento do Dragão: O Lamina de Tamura recebe um bônus de +3 metros no seu deslocamento não importando a armadura que vista.

Combate Draconico: O Lâmina de Tamura recebe combater as cegas como Talento adicional. Se ele já possuir combater as cegas ele pode pegar um outro talento relacionado a combate.

Corrida do Dragão: O Lâmina de Tamura ao correr realiz um teste ecoridabaseado em atletismo. O resultado do teste é multiplicado por2 ao invéz de 1,5 como descrito na pag. 82 do Tormenta RPG.
Destruir: Ao confrontar alguém que não seja devoto de Lin-Wu ou Tamuriano você soma seu bônus de Carisma a jogada de ataque e soma seu nível de Lamina de Lin-wu e quaisquer níveis de samurai ou paladino que possua ao dano. Essa habilidade pode ser usada 1 vez por dia. Esse efeito dura 2 turnos + mod. de Carisma.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Reunião do Panteão



Em outro certo momento, nem dia, nem noite (pois ou Azgher ou Tenebra faltariam), o Panteão resolveu se reunir para tratar dos problemas advindos das mais recentes publicações sobre o mundo de Arton:

Numa grande sala em Ordine já estavam dezesseis deuses reunidos à espera das quatro divindades restantes. Todos acomodados em seus respectivos lugares previamente demarcados, exceto Khalmyr, que aguardava em pé receptivo, e Hyninn, que esperava na porta para receber os convidados. Nimb apareceu.

HYNINN: Seu smoking e sua cartola, por favor, meu Lorde.

NIMB (confuso): Ah, tá! Toma! E não pense que eu não contei quantas ratoeiras têm nos bolsos, porque eu contei hein! Mas onde eu estou? E o que é que eu vim fazer aqui mesmo?

KHALMYR: Seja bem vindo Lorde Louco. O assunto da reunião anunciarei mais tarde, quando todos estiverem aqui reunidos.

WYNNA: Cheguei zentêêêêê!!!!

ALLIHANNA (à parte): Exibiiiiidaaa...

HYNINN: Suas tirinhas, por favor.

WYNNA: Engraçadinho! E pára de babar. Olá, Khalmyr querido! Onde está o chá?

KHALMYR: Bem vinda. Está naquela mesa. Sirva-se, por favor.

Ouvem-se gritos vindos do lado de fora da sala:

KEENN: SAI DA MINHA FRENTE SEU FRUTINHA!! CAVALO QUE É MACHO MESMO, NÃO USA ASINHA EMPLUMADA!

HYNINN: Armadura e armas, por favor.

KEENN: CAI FORA PIVETE! PÔ KHALMYR, TIVE QUE INTERROMPER UM MASSACRE PRA VIR AQUI BRINCAR DE CASINHA?!!!

MEGALOKK: Grrrrrrrrrrrr!!!!

KEENN: FICA NA TUA FEIOSO!!! QUÉ APANHÁ DE NOVO?!!!

ALLIHANNA: Já disse pra não falar assim com meu maninho!

KEENN: QUIÉ!!! CAI DENTRO TAMBÉM!!!

MARAH: Por tudo o que há de bom Keenn! Continua com esses modos?

KEENN: AH VÁ...!!

TANNA-TOH: Desista Marah. Não há concórdia com este ser abrutalhado e abjeto, desprovido de sapiência e quociente intelectual incipiente. Esse aí só matando...

THYATIS: ...e nascendo de novo...

KEENN: FALA MINHA LÍNGUA!! ALGUÉM ENTENDEU ALGUMA COISA QUE ESSA VÉIA CAQUÉTICA FALOU?!!

RAGNAR: Já vou avisando Khalmyr, se ninguém morrer hoje eu vou embora agora!

THYATIS: Então vai! Como é chato saber TUDO o que vai acontecer...

GLÓRIENN (sarcástica): Iiiihhh! Não vai desmunhecar vai penosa?!

TAURON: Quié isso Thyatis!? Não dá bandeira assim não...

THYATIS: OLHA A FACA!!

HYNINN: Vixe! Mais uma pro teu harém Tauron.

THYATIS: Olha o respeito! Tá afim dum banho de lava borbulhante, ô trombadinha?!!

HYNINN: Eu não! Tô fora tio, dá licença...

KEENN: ISSO AÍ RAGNAR! NÃO SAIO DAQUI SEM DÁ UMAS BORDOADAS EM ALGUÉM!!

TAURON: Que tal provar sua força...

KEENN: PODE VIM QUEM QUISÉ!

WYNNA: Até o Chuck Norris?

KEENN: HÃÃÃ...BEM...VEJA... (observa ao redor) CLARO UÉ! PARTO A CARA DELE EM DUAS!!

TAURON: Que tal provar sua força em uma queda de braço?

KEENN: HÁ! ISSO É COISA DE CRIANÇA! MEU NEGÓCIO É GUERRA!!!!

TAURON: Eu já imaginava: fracote.

KEENN: UQUÊ!!!?

VALKARIA: Ah, os meninos e suas brincadeiras...

SSZZAAS: Ssssão apenassss unsss brutamontessss esssssesss carassss.

OCEANO: Vocês estão se achando agora que voltaram pro Panteão né?

SSZZAAS: Fazzzer o quê? Ssssou o maisss esssperto.

HYNINN: Grande coisa aquele seu planinho. Eu faria muito melhor...

AZGHER: Depois que passou as férias no Rio de Janeiro, essa Cobrinha só fala com sotaque.

LENA: E você, melhorou da paralisia secular Val?

VALKARIA: Sim querida, obrigada. Agora pega essa boneca da minha estátua e vai brincar, vai.

LENA: Ooobaaa!!

Naquele momento, Tenebra apareceu na porta sensualmente (quase) vestida. Com uma furtiva piscadela a Ragnar, ela entrou.

TENEBRA: Bela noite não?

AZGHER (assustado): Cacilda! Não me assusta com esse negócio de noite! Da última vez quase “apaguei”...

HYNINN: Oi moça! O lobisomem tem telefone?

MEGALOKK: AAAAAAÚÚÚÚÚÚÚ!!!!!

KHALMYR: Será que ninguém mais respeita a esposa do líder do Panteão?

NIMB (distraído): Falou comigo?

KHLAMYR: Ultimamente, tenho até sentido uma dor aqui na testa...

HYNINN: Já pode formar uma dupla sertaneja com o Tauron.

LIN-WU: Insolente! Como ousa macular a honra de um deus virtuoso?!

HYNINN: Calma aí japa! Fica zen. Eu num maculei nada não, foi a moça de preto ali ó! Além do mais, chifre é só uma coisa que colocam na cabeça do Khalmyr.

WYNNA: Essa exibida adora chegar atrasada pra chamar a atenção!

TANNA-TOH: Por que essas deusas são tão fúteis e vazias?

OCEANO: Vazias é que não são!

AZGHER: Como o NÍVEL BAIXOU nessa sala de repente!

TENEBRA: Se você sair ele aumenta.

GLÓRIENN: Quem tem que sair é esse monstro assassino!

RAGNAR: É mesmo. Tô afim de torturar mais uma centena de elfos antes de ir pra cama hoje.

GLÓRIENN (chorando): Khalmyr, olha ele!

MARAH: Pelo amor de mim mesma! Quantas hostilidades! Acalmem-se! Agora dêem um abraço e façam as pazes.

KEENN: NEM VEM COM ESSE PAPINHO PAZ E AMOR! VAI TOMAR SUCO DE GRAMA SUA HIPPIE!!

KHLAMYR: Pelas tetas de Marah! Parem com essa briga!

MARAH: Ei!

TANNA-TOH: Esta contenda já principia a transformar-se em pornografia...

OCEANO (animado): Pornografia? Agora ficou bom!

SSZZAAS: Até tu Khalmyr! Quem diria...tssssc, tssssc...

KHALMYR (constrangido): Me desculpe Marah.

MARAH: Tudo bem. Pelo menos a briga parou.

TAURON: Desembucha duma vez o que você quer Khalmyr. Todo mundo já chegou agora.

KHALMYR: Bem...senhores, senhoras e ...coisas. Os convoquei aqui hoje para discutirmos o que faremos agora que a identidade do Terceiro foi finalmente revelada pelos autores de Tormenta.

TANNA-TOH: Problema deveras pertinente.

MEGALOKK: Inhunf!

TENEBRA: Eu também não tô nem aí pra isso...

AZGHER: Típico de gentinha! A volta Dele é um perigo que ameaça a todos nós!

NIMB: Ou não.

KHALMYR: Qual a sua opinião, Senhor do Caos?

NIMB: A gente devia mandar colocar portas reforçadas nos nossos quartos e... Alguém roubou meu pirulito de seda sabor parafuso de tomada!

SSZZAAS (à parte): Falou a inteligênssscia em forma de deusss...

ALLIHANNA: Você sabe de alguma coisa Val?

VALKARIA: Kallyadranoch? Nunca ouvi falar.

LIN-WU: Falando nisso... Cadê o Hyninn?

WYNNA: Ué! É mesmo, sumiu!

KHALMYR: E a minha carteira TAMBÉM sumiu!

KEENN: A MINHA TAMBÉM!! EU MATO AQUELE MULEQUE!!!

NIMB: Esse é meu garoto!


---------------------------------------------------
Em homenagem a “J.C. Clérigo”, criador da idéia original que inspirou esse texto.

Rômulo “Kainof” Ohlweiler, colaboração de Salomão “Tek” Santiago.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Hayabusa O ronin, Capítulo V

Portões do palacio de Kyoto

Tamura, 10 anos atrás:
A frente do Portão do Palácio Imperial.
O comandante Yoshi, pessoalmente comandava as tropas de socorro ao Capitão Toranaga. Sentinelas haviam visto o massacre antes da chegada dos últimos sobreviventes e haviam requisitado auxílio. O próprio comandante da Guarda Imperial viera em auxílio dos seus homens. A frente de 400 samurais abria caminho entre os demônios. Seus arqueiros haviam percebido que o fogo funcionara um pouco melhor contra os monstros do pesadelo e disparavam em sequência, criando um perímetro de segurança tênue, mas bem vindo.
Um corredor se formara e os dois homens se encontraram. Eram irmãos de armas que se reencontravam em meio ao caos reinante no fim do mundo que conheciam.
-- Capitão Toranaga, qual a situação atual da evacuação?
-- Meu Comandante, nós não conseguimos encontrar mais ninguém vivo. E os demônios aumentam em quantidade e em tamanho... É um pesadelo, Yoshi-sam.
-- Eu sei Toranaga-san... -- o semblante do Comandante era pesado. A pergunta que ia fazer estava entalada em sua garganta há horas e a preocupação quase o sufocava -- E os meus filhos?
-- Um momento de silencio se fez entre os dois homens, cortado apenas pelo som das espadas que se chocavam e dos gritos de morte dos soldados e monstros.
-- Não os encontrei senhor... Nem vivos e nem mortos... E nem loucos como a maior parte dos que vi.
-- Então ainda há esperança, velho amigo... -- era com essa possibilidade que o último golpe contra as hordas foi dado. Incluindo os homens de Yoshi, adentraram aos muros do Palácio Imperial menos de 300 homens.
Quando as ordens de recuo foram dadas, aqueles que seriam os melhores soldados do Império de Jade entraram em formação perfeita.
Ultrapassaram o Portão do Amor Imperial, sendo os derradeiros heróis do Império. Quem havia não havia entrado até o momento estaria condenado. As ordens eram bloquear o portão permanentemente. Apenas a cidadela interna poderia ser defendida.
Era com essa certeza que Toranaga e Yoshi, fechando a formação e homens, observavam com atenção e angústia a parte exterior das muralhas. Tinha que haver mais pessoas!
Então os gritos angustiados de uma figura chamaram a sua atenção.
Era um jovem que carregava em seus ombros uma menina. Seu tórax estava coberto de queimaduras e hemoplastos, misturas de feridas abertas ou não e hematomas. A menina estava coberta com o que parecia ter sido uma túnica e, mesmo coberta assim, estava ferida. Em seus olhos havia uma venda.
-- Papai! Papai! Tio Toranaga! Aqui.
Eram Anjih e Ti-Neh. O rapaz carregava a irmã e corria o máximo que podia. Mas suas forças estavam no fim. Suas pernas fraquejaram...
Ele, porém, não parava... E nem caia. Os dois homens correram ao encontro dos jovens e, assim que os alcançaram se perguntaram como é que o rapaz ainda estava de pé com aquelas feriadas que cobriam a sua pele descoberta.
-- Papai, nós conseguimos chegar... Mas Ti-Neh desmaiou quando eu corria. Acho que foi muito duro para ela. Pegue-a, por favor! – Anjih passou, delicadamente, a irmã, que parecia mole como uma boneca de pano nos braços do pai. A única parte da pele do rapaz que não estava feria era o local onde apoiara a menina. Apenar de ser um homem grande e forte para os padrões tamuranianos (1,85m e 85 kg), Yoshi não era tão duro quanto parecia. Seu bigode, ostentado desde a adolescência, sempre se abria em sorrisos entre seus homens, seus poucos amigos (entre eles, o mais fiel era Toranaga) e seus filhos.
Com Anjih e Ti-Neh, Yoshi tinha a felicidade completa. Desde a morte da esposa, no parto da caçula. Essa era a sua família. O Amigo Toranaga e os Filhos Anjih e Ti-Neh.
Assim que pegou a filha nos braços, Yoshi sentiu um aperto no peito. Retirou a venda de menina e a apertou forte contra o corpo. Nunca havia percebido como ela era pequenina e frágil. Após passar a irmã para os braços do pai, Anjih sentiu as pernas falharem. Seu corpo amoleceu e o jovem só não caiu por que foi aparado por Toranaga. Ainda tentou ficar de pé sozinho, mas não conseguiu. O Capitão então o ergueu e, com Anjih nos braços grossos se dirigiu ao portão. O garoto era um Samurai.
Assim, Toranaga e Yoshi, carregando Anjih e Ti-Neh foram os últimos
Tamuranianos a entrar na Cidadela Imperial. Quando passava pelos guardas encarregados de derrubar parte das muralhas para bloquear os portões, a menina acordou. Da posição em que estava, ergueu a mãozinha e brincando com seus fios do bigode de Yoshi, disse:
-- Papai...
-- Sim, pequenina? -- Yoshi olhou nos olhos da filha.
-- Anjih me disse para obedecer ele e eu obedeci. Ele disse que íamos encontrar o senhor se fossemos fortes. Eu fui forte como um samurai, não fui?
-- Sim, minha linda. Os dois foram samurais...
E uma lágrima ladina rolou pela face esquerda do velho soldado no mesmo momento em que Ti-Neh novamente desmaiou.


Petrynia, época atual, a dois dias de Malpetryn.

O combate foi rápido. Os dois homens que ainda estavam ilesos se apresentaram para o combate, mas com a vantagem da visão, Hayabusa os abateu rápido. Restava ainda aquele que havia acertado com a flecha. O veneno que usara nela (era sempre bom ter uma ou duas preparadas assim) o imobilizara. Era o suficiente para causar dor e incapacitar a fuga por uma ou duas horas.
Era tudo o que precisava.
Limpou o sangue que ainda estava em Sol Poente com a manga da camisa de um dos mortos e a embainhou. Com Pequena Estrela em mãos, se aproximou do homem. Já havia percebido algumas peculiaridades nos "assaltantes".
As armas que utilizavam pareciam com armas Tamuranianas chamadas "ninja-to". Eram espadas menores que uma Katana, utilizadas principalmente por ninjas e bandidos. Eram refinadas e bem elaboradas... Mas não eram verdadeiras. Pareciam ter sido fabricadas por anões ou em Zakharov. Imitavam armas tamuranianas, mas não eram. As técnicas de forja secretas que os armeiros tamuranianos usam a gerações não permitiriam o que ocorreu. Durante o combate, uma das espadas se partiu com um golpe de bloqueio que dera com a Pequena Estrela. Uma espada, mesmo um Ninja-to não se partiria com menos do que o golpe de uma Katana ou Dai-katana.
Os homens, porém, eram tamuranianos legítimos. Suas técnicas lembravam escolas de Kenjiutso que já enfrentara antes, mas de níveis inferiores. Mas fossem lá o que fossem, foram derrotados. Eram assassinos, mandados por alguém para que fizessem parecer assalto. Se aproximando do único sobrevivente, com a Wakisachi brilhando malevolamente e com os olhos sob os últimos instantes do dom, fitava o homem. Queria assustar. Colocou sua mão livre sobre a flecha encravada no ombro do atacante, apertou e girou um pouco.
--Unghh! -- gemeu o assassino. .
"Ótimo... está bem acordado...", pensou Hayabusa.
-- Levante-se e ande apoiado comigo. Se tentar qualquer truque, verá os seus ancestrais antes do que imagina. Compreendeu?
O bandido respondeu com um aceno positivo da cabeça. Parecia estar sentindo bastante dor.
"Pior para ele..." Hayabusa queria respostas e as teria.
Aproximando-se dos restos da fogueira, colocou o homem sentado junto ao cadáver decapitado. A cabeça parecia fitar os olhos do bandido vivo. O samurai colocou mais alguns pedaços de madeira no local da antiga fogueira e, com a pederneira, a reascendeu. Exatamente no momento em que seus olhos voltavam ao normal.
Sentou-se em frente ao prisioneiro, encarou-o e apontado para a cabeça, perguntou:
--Quer terminar como ele?
--Não... – respondeu o prisioneiro, entre assustado e ferido, dividido entre os olhares do morto e do samurai.
--Então comece a dar respostas. Deixarei bem clara a sua situação: está com uma flecha envenenada encravada em seu ombro. Só eu tenho o antídoto imediato, mesmo sendo o efeito passageiro, ainda durará por algumas horas, mas o que acontecerá antes... Eu não sei dizer. Se me disser a verdade, lhe darei a cura imediatamente. Se mentir, e eu vou saber se o fizer, ou se negar a falar, lhe matarei ou então lhe deixarei aqui para que algo ou alguém o faça. Tirarei suas roupas elevarei as armas e roupas de seus finados colegas. Suas chances são mínimas. O que me diz?
Mas alguns segundos de silêncio...
-- Qual o seu nome? -- perguntou Hayabusa.
Os lábios do bandido se moveram sem nada sair deles. Por algumas vezes iniciou um fonema, mas desistiu... E todo esse tempo o samurai fitava os seus olhos. Por fim disse:
-- Akukama. Meu nome é Akukama. Sou ex-prisioneiro da Milícia Nitamuraniana.
Quando a Milícia prendia ou detia alguém, a pena, depois de ditada, era cumprida em cárcere publico ou em prisão domiciliar, a depender do tipo do crime. Os mais leves recebam multas ou reprimendas públicas, podendo chegar mesmo a prisão domiciliar. Aqueles que cometiam crimes mais pesados eram colocados no Paço da Esperança. Ficavam de um mês a três anos, onde eram preparados para se reintegrar a sociedade como um cidadão comum.
Mesmo em casos de crime, os Tamuranianos tinham o habito de se fecharem. Com um aceno de cabeça, Hayabusa continuou o interrogatório.
-- E o que é que lhe fez voltar ao crime? -- Não era comum que ex-prisioneiros voltasse ao crime. Mesmo entre aqueles que erram, a honra vem acima de tudo. Voltar ao erro era sinônimo de falta de Honra.
-- Eu não posso falar. Se eu falar...
-- Eu o protejo. Juro por minha honra que quem quer que seja não tocará em você -- Akukama viu a verdade nos olhos de Hayabusa. Aquele não era um ronin qualquer como pensou que era.
-- Se você jurar por sua honra que me ajudará... -- Novamente a frase
Morreu no ar. Se estivesse mentindo, Hayabusa teria percebido.
-- Ajudar em que, homem?
-- A proteger uma vida tão inocente quanto à de sua irmã, cujo resgate, agora é a sua missão.
O samurai pestanejou realmente intrigado. Aquele homem que dizia se chamar Akukama sabia de sua missão. Sabia mesmo de sua irmã...
Quem quer que o tenha contratado o informou bem.
-- O que mais sabe da minha missão, Akukama-sam?
Akukama olhou fixamente para Hayabusa. A face pétrea e queimada de sol lembrava a daquelas figuras que adornavam as gravuras dos livros de história. Uma cicatriz que ia de sua têmpora até perto do queixo era a única prova de que aquele homem era algo que não um espírito. Sombras bruxuleantes brincavam nas suas roupas de viagem. Seus cabelos selvagens moldavam um rosto quase adolescente.
Talvez, a primeira vista, parecesse um jovem que entrara a pouco tempo da vida adulta. Mas seus olhos... Seus olhos eram frios. Analíticos como os de um mago poderoso. Parecia que queria penetrar nos segredos mais escondidos se sua alma.
-- Está indo para Malpetryn, resgatar a sua irmã, seqüestrada há oito anos. Você teve notícias de que ela estava sendo mantida na Villa do minotauro Taupys.
-- E como sabe disso tudo, Akukama-sam?
-- Por que a mesma pessoa que seqüestrou a sua irmã há oito anos, seqüestrou a minha filha. E essa mesma pessoa está me obrigando a te matar. Indicou-me esses três homens que eram também ex-prisioneiros.
-- E por que você?
-- Por que eu servi com o seu pai. Eu servi com Yoshi-sama.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sala 5: Aventura de fim de ano


Sala 5: Esta sala outrora foi um cemitério dos clérigos do templo. A sala tem vários esquives nas paredes com os corpos de vários clérigos de Glorien. Cada esquife na parede é protegido por uma tampa de mármore branco com veios rosáceos, e talhado na pedra em élfico esta o nome dos clérigos mortos.
No centro da sala a uma estatua de uma lindissima elfa segurando uma flor. É uma imagem da deusa dos elfos.  O piso da sala é coberto por um mármore negro totalmente runado.
 A sala esta protegida por santificar. Ainda a sala tem como efeito secundário da magia santificar o efeito purgar invisibilidade. Ainda a sala funciona com um circulo de proteção ao mal. Os efeitos da magia Santificar são descrito na pagina 200 do Tormenta RPG. 
Qualquer tentativa de roubar qualquer um dos esquives dispara um série de raios que causam 2d8 +2 de dano, em todos dentro da sala. Reflexos cd 13,  se bem sucedido o dano é a metade. Desarmar essa armadilha tem cd 13, ND2.

O corredor C3: é um corredor alto. As paredes desse corredor estão úmidas e cheias de fungos. Andar por esse corredor é perigoso. Ele esta muito próximo do esgoto de Valkária  e em uma de suas paredes a uma rachadura que o liga aos esgotos. Por essa rachadura se infiltrou um cubo gelatinoso. 
Alem disso em dois pontos a escolha do mestre o chão cede e derruba os personagens para dentro dos esgotos de Valkária. A queda causa 3d6 pontos de dano. Evitar essa armadilha é um teste de percepção cd 15. É uma armadilha natural de nd3.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

1a Aventura ITRPG - Sinopse e Blogs Participantes



O Resgate da Estrela
Aventura para 5 personagens de 3º a 5º nível.

Durante o Dia do Reencontro, 1º dia do ano e maior feriado de Valkaria, a cidade chega a sua atividade máxima. Com a milícia ocupada com estranhos casos de desaparecimento de pessoas, a Igreja de Valkaria contrata um grupo de aventureiros para uma importante missão, localizar e resgatar a estrela de cristal, uma gema luminosa que ornamentaria a estátua de Valkaria durante as festas.
A aventura é dividida em duas partes, na primeira, o grupo será contratado para resgatar o item roubado. Uma investigação (com várias complicações) levará o grupo à um templo semi-abandonado de Glórienn nos arredores da Vila Élfica.
Na segunda parte, o grupo adentra as masmorras encondidas sob o templo, e descobrem que o que outrora foi um santuário de Glórienn, a é agora o covil profano de sszzaazitas, adoradores do deus da traição. Eles devem vencer as armadilhas, monstros e outros perigos desse labirinto para chegar a câmara ritual, onde o desafio final, um mal ainda mais terrível, esconde-se dos olhos do mundo…
Índice da Aventura
Parte 1: Um Serviço de Fim de Ano
Cena 1: Envolvendo os PJs (Di_Benedetto, blog Caveira Cinza)
Cena 2: Investigação (Mestre Balthazar, blog Área de Tormenta)
Cena 3: O Templo de Glórienn (Haspen, fórum)
Parte 2: A Masmorra sob o Templo
Mapa e descrição da masmorra (Quaresma, todos os blogs e fórum)
Salas
01: A Entrada (Kahel, blog Louco das Idéias)
02: Prisão (Edu, blog Área de Tormenta)
03: Altar de Sszzaas (TheNameless, fórum)
04: A Clériga das Serpentes (Fumaça, fórum)
05: Volz (blog: knight of hammer)
06: Laboratório Alquímico (Edu, blog Área de Tormenta)
07: Trívias e Venenos (Slay, blog Área de Tormenta)
08: Zumbis Inchados (Quaresma, blog Montanha dos Monstros)
09: Um Jogo de Confiança (Quaresma e BlueSpirit, blog Montanha dos Monstros)
10: Ante-câmara (Tahlus Goldween, fórum)
11: Câmara Ritual (Quaresma e Di_Benedetto, blog ???)
Corredores
C1: Passagem Secreta e Patrulha Nagah (Edu, blog Área de Tormenta)
C2: Armadilha Gelatinosa (Edu, blog Área de Tormenta)
C3: Fernando Brauner (Volz do forum jambo)
C4: Corredor Explosivo (Quaresma, blog Montanha dos Monstros)
Epílogo
Conclusão da Aventura (Quaresma e Di_Benedetto, blog ???)

Esta apresentação está sendo publicada em todos os blogs participando deste tema, e também no fórum da Jambô.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Hayabusa O ronin, Capítulo IV

Tamura, 10 anos atrás:
Portão Sul do Palácio Imperial.
As flechas incendiárias descreveram arcos perfeitos sobre as cabeças dos samurais que corriam com suas lanças em direção aos demônios. Parte das criaturas caiu com a saraivada flamejante. Seus gritos eram assustadores a ponte de fazer com que os homens diminuíssem o passo de corrida. Mas não para fazer com que parassem.
A frente deles, com sua Katana desembainhada, o Capitão Toranaga gritava palavras e frases de estímulo, intercalada com maldições aos demônios. Ao final das flechas, os arqueiros jogaram seus arcos ao chão, fazendo cantar as suas espadas ao saírem das bainhas. Formaram uma nova onda de ataque, liderados por Akimoto.
O Choque entre os demônios e os samurais foi brutal. Apesar de serem menos de cinqüenta criaturas, suas garras faziam vítimas, uma atrás da outra. Aqueles insetos que pareciam com arqueiros élficos derrubaram com suas flechas quase todos os homens da segunda onda. Mesmo Akimoto caiu, com setas purulentas encravadas pelo tronco e abdômen. Toranaga e aqueles que foram com ele na primeira onda se viram sozinhos.
Poucas dezenas de homens ainda estavam de pé. E a qualquer minuto o próprio capitão tombaria. Caiam como moscas os samurais... Mas mesmo assim levavam o máximo de demônios que podiam. Caíam cinco samurais, mas um demônio caia com ele. A questão se tornara: Quem seria erradicado antes? Os Homens ou os demônios?
A maior parte dos cidadãos conseguiu atravessar os portões... Mas aqueles que eram muito lentos ou que não conseguiam correr... Esses foram pegos ainda pela horda demoníaca. Anjih assistiu a cena com lágrimas nos olhos e, no peito, a dor da incapacidade. Aqueles homens davam as suas vidas por cidadãos que nem ao menos conheciam, para cumprir seu compromisso assumido com o Imperador. Aquele Homem lá embaixo era Toranaga-sama, amigo de seu pai e que, juntos, eram tudo o que Anjih queria ser. Era aquele homem que se batia em frente ao portão Sul. Era ele que esperava a apenas a honra de morrer como Samurai.
-- Toranaga!
Um grito cortou o ar. Vinha de dentro do portão e a voz que o emitira era conhecida. Com ela vinha a esperança que, teimosa como ela só, pareceu renascer. Na direção da voz, Anjih correu com o que restara de suas forças. Ao seu ombro, sua irmã sussurrou:
--"Papai?"

Petrynia, época atual, dois dias de Malpetryn.
Hayabusa tinha alguns minutos antes que seu poder se desativasse. Tinha que fazer valer à pena, já que, quando seus olhos voltassem ao normal, precisaria de alguns segundos para se readaptar a escuridão. Começou a se mover em direção ao atacante a sua direita. Os pouco mais de dez metros que os separavam poderiam ser vencidos em poucos passos. Mas sua estratégia era outra. O que os bandidos esperariam seriam seria um ataque direto ao que estaria em um dos seus lados. Já que o atacante a frente estaria imobilizado.
 Seria o mais lógico a se fazer. Por isso o que estava às suas costas se aproximou. Com um pequeno virar de cabeça, quase imperceptível, o Ronin o notou. Viu também que estava com a espada pronta para golpear. Seria a emboscada perfeita, dadas as circunstâncias...
"Obrigado, Lin-Wu", pensou Hayabusa.
Com um movimento fluido, deu dois passos à esquerda e, mantendo Pequena Estrela na posição em que seu corpo se encontrava antes, virou sua wakisachi ante ela refletir um pouco do agonizante brilho que ainda emanava da fogueira. Havia criado um "fantasma-alvo" para o seu atacante.
A penumbra os obrigava a não disparar mais flechas por risco de se acertarem. "Atiradores postados uns em frente aos outros correm o risco de se acertar", pensou o Ronin. "Hora de agir...". Um pisar rápido às suas costas o mostrou que o combate evoluíra. Era o quarto passo.
Com um pequeno giro a direita, Hayabusa manteve sua espada menor na horizontal, tendo seu Sol Poente ao alto, pronta para o golpe. Ao sentir impacto, no momento certo, o Ronin teve apenas que baixar a sua Katana, às costas do adversário. O golpe liso e perfeito se encaixou entre a 4ª e a 5ª vértebras.
A cabeça escorregou do pescoço e caiu ao chão com o som oco de uma fruta madura que cai do pé. O corpo pareceu se ajoelhar e, finalmente, tombou. O grito que tentara não saiu da garganta, agora dividida. A única voz que havia era o esguichar do sangue nas folhas.
Hora do quinto passo.
-- Seja lá quem estiver aqui, a honra me obriga a lhes dar uma chance de rendição. Um de vocês está com uma flecha encravada e outro já está com seus ancestrais. Apareçam se identifiquem e nenhum mal lhes farei... – Hayabusa mediu bem as palavras. Não era uma ameaça. Era uma promessa – ou se afoguem em seu próprio sangue, que farei questão de fazer jorrar para regar este campo. O que me dizem?
Ouviram três vozes o falarem mal, seguidas de alguns segundo de silêncio. Quem quer que fossem, estavam em dúvida. Pareciam gostar de suas vidas
atuais...
-- Haaaaaaaaaaaaa! -- o grito veio da esquerda. "O segundo suicida se apresenta".
-- Tenho que manter pelo menos um deles vivo, para interrogar... -- sussurrou o samurai, entre o sorriso e o início do sexto passo.