sábado, 28 de abril de 2018

O ataque dos Grunts - Camapanha Romanceada Parte 1

Malpetrin em Petrynia é conhecida como a cidade dos aventureiros. Milhares deles podem ser encontrados aqui. Suas  ruas são apinhadas de pessoas exóticas, com armamentos, membros de varias raças. Talvez a melhor forma de me esconder daqueles que desejam me matar,  tenha sido ser enviado para essa cidade. As pessoas pensam que  viver em Schkarshantalas é fácil quando você é neto de Schkar, e seria, Se  Schkar não  tivesse uma preferencia por aqueles dentre os seus descendentes que nascem com traços Draconicos mais evidentes. 
A maioria dos filhos de Schkar é de mesticços meio humanos ou meio elfos com   sangue Draconico.  Na maioria das vezes, os Filhos de Schkar como a maioria dos mestiços de  dragões nascem apenas com  uma certa tolerância ao elemento do seu pai. Uma minoria  nasce com  aspectos  mais fortes da raça e no caso dos netos o sangue draconico raramente se manifesta.
Casos como eu,  nascer com asas, pele com escamas, olhos draconicos,  entre outras  capacidades é extremamente raro. Talvez por isso, outros nobres de Schkarshantallas tenham tentado me  matar.  E por isso Meu pai tenha me enviado para me esconder nessa cidade.

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Sei que, meu pai quer que eu me esconda. Mas acredito que uma vida de aventureiro, nômade,  apesar de ser perigosa, seja melhor do que viver escondido.  Dessa forma, aceitei o serviço de proteger  uma caravana  entre Malpetrin e Fauchard, uma  viagem de  15 dias que corresponde a 300 km.  A caravana pertence a Baden Cloackmaster. No terceiro dia de viagem, a caravana (sé que podemos chamar ela assim, por ser composta de apenas três carroças) foi cercada por um grupo de dez homens, que  grunhiam e avançaram contra a caravana.  
Pela direita vieram  cinco e pela  esquerda os outros. Foi o meu primeiro combate...
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Flame, estava sentado na traseira da segunda carroça do comboio. Vestia um sobretudo de couro vermelho, uma  camisa de algodão negra com um bordado envermelho de um dragão, calças simples de algodão, e botas de cano longo de couro vermelho. Possuia um  longo cabelo vermelho olhos reptilianos verdes, e dentes pontiagudos. Além disso sua pele   refletia levemente um tom vermelho  vindo de suas escamas draconianas.
Por ser descendente de alta nobreza pretendia receber  alguns itens, vindos de seu pai, quando chegasse em Fauchard. Nos três dias anteriores, ele mal havia trocado algumas palavras com o imenso minotauro, que usava um manto negro com capuz e treinava alguma forma de combate desarmado sempre que a caravana parava. Seu nome era Kled. O outro  contratado era um devoto de Keen, um  homem negro  de barba cerrada. Vestia uma Brunea, possuía um grande escudo e uma espada longa. Sobre a brunea um tabardo branco com uma cruz vermelha.  Nas paradas,  ele orava ao deus da guerra, por combate e vitórias. Seu nome era Athelstan.
Naquela tarde, ao passarem por uma área cercada por uma floresta de eucaliptos, um grupo de  homens flanqueou, as carroças.  Eles grunhiam palavras  initeligíveis, pareciam loucos vindo contra os empregadores. O minotauro Kled com  uma  enorme cabeça de alce correu contra um dos assaltantes, o atingindo com seus chifres. Ao ser atingido se desfez e uma bolsa de gosma. Ao mesmo tempo as carroças pararam e Athesthan em carga correu para atacar outro desses soldados. De sua garganta o  grito Keen foi lançado, e no instante seguinte sua espada destruiu outro desses estranhos  homens  o transformando em gosma.
Assim tanto o minotauro quanto o Devoto de keen, estavam combatendo ainda três  guerreiros de face desfocada.
Flame Shantallas, o Meio dragão, ergueu sua espada Taurica e golpeou o primeiro dos cinco atacantes que vinham pela esquerda, cortando a criatura em duas, e espalhando gosma pelo chão, depois recuou usando a carroça como cobertura. Quatro criaturas ainda vinham em sua direção. Quando a primeira das 4 chegou próximo ele golpeou, atingido a  segunda criatura. Athgelsthan foi Atacado por uma segunda criatura, e o golpe de espada curta, atingiu seu escudo. Kled  esquivou-se do golpe de seu adversário, mas o segundo o atingiu de  raspão no braço.
O minotauro, deu dois socos derrubando outro oponente em uma poça de gosma, suas mãos ficaram cobertas daquela substancia,  enquanto o devoto de Keen,  girou golpeando com sua espada o coração do penúltimo combatente do lado direito. Os dois, humano e minotauro haviam Derrotado a maioria dos  atacantes da direita, e o minotauro sentiu um  cheiro forte  vindo de  dentro da floresta.
Flame  recuou  depois do segundo oponente derrubado,  ainda haviam três e ele usou a carroça como cobertura para não  combater contra três inimigos de uma vez só. Ele não era  treinado com armaduras e  nem possuía a habilidade de esquivar-se do monge minotauro.
Keld virou-se e  correu  dando um salto gracioso e mortal em um  giro acertando dois dos oponentes que vinham em direção a Flame. Os homens  sem  rosto   foram atingidos com toda a força, e se dissolveram. Athelstan se moveu para o lado no momento que seu oponente o  atacou e com um  movimento  giratório cortou sua  cabeça. O sem face restante se  virou para atacar o  imenso minotauro, mas errou o golpe, sendo atingido por Flame.
Nesse instante  Baden, o líder do comboio se aproximou de Athelstan:
- Nossa o que são essas criaturas? – disse com sua voz  estridente – Obrigado por nos  salvarem. Sem sua ajuda teríamos perdido nossa carga e nossas vidas...
-Nunca vi esse tipo de coisa antes – Flame disse em voz solene.
Baden percebeu os ferimentos de Athelstan e lhe deu uma  poção de cura,  que rapidamente fechou os poucos ferimentos que ele tem.
-Nunca vi isso antes – Continuou Baden – Agradeço mesmo por arriscarem suas vidas.
-Foi fácil – disse sorrindo com seu rosto de alce e encarou Flame – Belo jeito de lutar...
-Faço o que posso – respondeu o jovem com um sorriso.
-Da próxima vez deixa que eu te protejo, não precisa correr tanto... – Continuou Kled.
-Acredito que o terreno deva ser  usado como vantagem em combate. Mas estou aqui para aprimorar minhas técnicas de combate. Essas criaturas o que  que são? Alguém de vocês já viu?
Um instante de silencio, enquanto pensavam...
-Farejei outros na floresta, duas criaturas de cheiro forte, ao norte. Uma perfumada outra  fedorenta. – Kled falou.
- Vamos investigar então – Respondeu flame, e diplomaticamente acrescentou. – como os senhores  parecem melhor preparados do que eu  sugiro que vão na frente  enquanto eu cubro a retaguarda.  O senhor está deveras bem equipado com sua espada e escudo, enquanto você luta com imensa graciosidade e punhos poderosos. O seu corpo é sua arma pelo que vejo.
Devagar eles adentram a floresta,  seguindo o faro do minotauro. E atrás de um  grupo de eucaliptos  jovens com muitas folhas, quase uma imensa moita, se encontram os alvos. Um é meio-elfo aparentando ter cerca de  trinta anos, magro, portando um longo cajado com uma joia verde na ponta. A seu lado estava uma  criatura de três metros de altura, musculosa e fedida, em suas mãos um tacape de um tronco e arvore.  Vestindo  uma roupa feita de couro de algum  animal grande morto. Provavelmente um urso.  Sua pele escura  de sujeira de tal forma que era quase impossível  saber o tom da mesma, cheia de verrugas e manchas. Seu rosto  humanoide, era selvagem lembrando o rosto de um ser humano. Ao ver a criatura todos sabiam que se tratava de um ogro.
-Então meus planos falharam os grunts foram mortos. Maldição – Resmungou o portador do cajado.
-Ola amigo- disse flame com um sorriso irônico – Você não sabia que é obvio para a maioria das pessoas que se usar  perfume demais na floresta resulta em encrenca?
- Como  ousa debochar de mim seu verme. Trassius esmague-os...- E nesse momento o meio-elfo disparou em  uma corrida para longe da confusão.
O ogro retestou seus músculos, pronto para atacar. Mas Athelsthan  e Kled  foram mais rápidos. Athesltan corre em um ataque de carga,  usando toda sua força e golpeou abrindo um imenso corte na barriga do ogro.
Kled corre em direção a criatura,  curvando se e golpeando com  seus  chifres  de alce. O Ogro  grita de  dor. Sua barriga ensanguentada.
-Homenzinho  machuca Trassius..- gritou o ogro – Alce malvado. Bichinho Mau...
O ogro puchou o imenso  tacape e golpeou a barriga de Keld, que sente o ar escapar do peito e a dor lascinante de ter  suas  costelas quase quebradas por um tronco de arvore.
-Vou fazer churrasco de vocês. - Gritou o ogro.
Flame,  correu erguendo a  imensa lamina taurica,  retesando   os seus músculos em um único  golpe devastador. Proximo ao ogro ele pula  atingindo a espada ao lado do  ombro do  ogro e adicionando seu peso a força do  golpe que desceu cortando o ogro ao meio. Enquanto a criatura amoleceu e despencou no chão sem vida.
- Eu não sou totalmente um inútil.- Disse Flame
Kled dispara correndo atrás do mago, seguido por Athelsthan. Flame permanece parado no local. Kled,  de esforça, sua velocidade pe muito maior do que a do  meio-elfo.
Esse quando percebe que vai ser alcançado, bate com o cajado no chão, e grita palavras magicas que fazem do  chão se erguerem  mais 10 homens sem rosto.  E Voltou a correr.
-Venham  otários eu sou o mais forte – Gritou Flame para atrair as criaturas para si.
Os homens sem rosto se  separaram,  quatro se dirigiram em direção a flame, três perseguiram Athelstam e os restantes atrás de Kled.
Kled  continuou em sua perseguição dando uma chifrada nas costas do conjurador. O Mago quase cai, mas se vira pra enfrentar o minotauro  de rosto de alce.
Ao mesmo tempo, os sem face atacam Athelstan, O  devoto de  keen apara o primeiro golpe, bloqueia o segundo, mas é ferido pelo terceiro atacante. Os sem rosto que correram em direção a Flame se aproximaram do mesmo.
Nesse instante chamas se espalham dos dedos do   meio-elfo contra  Kled, que  apenas por  usar sua  força de vontade resiste aos ferimentos.  Ele então agarra o mago.
Athelsthan, ataca com sua espada e escudo, destruindo em poças de gosma dois dos  sem face. Flame, usando toda a sua habilidade golpeia dois dos sem rosto, destruindo os e se moveu usando a floresta como cobertura contra os dois outros atacantes.
-Dissipe essa magia ou você morre!- Diz o minotauro,  que  cuspia sangue, estava com manchas queimadas em sua pele e   tem o seu manto favorito queimado.  
O mago então foi amarrado e  amordaçado para ser levado até onde estavam as carroças do comboio.
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